
Esta questão tem ocupado a atenção de pensadores através das eras. Alguns filósofos argumentam que a relação entre Deus e o homem é como a relação entre um pai já falecido e seus sobreviventes.
Outros têm argumentado que Deus viveu uma vez, mas que morreu há muitos milênios atrás e que é seu espírito que continua a Oríentar as questões do sistema planetário, da mesma maneira que alguns acreditam que as almas dos ancestrais continuam a ditar as principais regras de algumas questões.
As revelações de Ọrúnmìlá confirmam que a existência de Deus não pode e nunca poderá ser objeto de debate. A maneira pela qual ele tem ordenado o projeto do céu e de toda a terra e também a justiça divina para aqueles que contrariam as leis naturais, são provas inquestionáveis para as regras intervencionais de Deus em nossas vidas.
É minha visão que o conceito de uma personalização e personificar Deus, que está velando constantemente os assuntos de todas as suas criaturas onde quer que elas possam estar, pode conclusivamente ser defeituosa. A idéia de um Pai impiedosos que condena infratores para sempre ao fogo eterno do inferno é simplesmente uma atrocidade e insustentável. Se um simples mortal não pode ser impiedoso o bastante para condenar uma criança má aos lobos ou ao fogo abrasador, por que deveria alguém pensar do Pai como sendo ainda pior que um humano cruel.
As punições para algumas contravenções as leis naturais são postas abaixo, elas não estão baseadas na vontade de Deus. Portanto nós não esboçaremos para Deus uma figura de um disciplinador, que se assenta a julgar tudo e todas as ofensas cometidas por suas criaturas.
As sanções penais por ofender as leis da natureza são retribuídas automaticamente. Elas são similares à aplicação das leis terrestres.
A lei representa reforço cumprindo o ditado contra alguma ofensa independente de ser ele ou não filho daqueles que fizeram a lei, que está acima de algumas circunstâncias normais. É desnecessário dizer portanto que Deus não pode causar dano a espécie humana, é o modo que está decretado para fazer, para aqueles que transgridem as leis naturais. Assim sendo, nenhum dano “feito por Deus” ao homem deixa de ser um dano feito a ele mesmo, já que a humanidade é uma personificação do Seu próprio ser.
Deus é o mesmo para tudo que existe, o que inclui ambas as criaturas orgânicas e inorgânicas. Nós todos desempenhamos um papel ou outro para fazer o Corpo de Deus todo trabalhar com mais eficiência. As forças do bem e do mal coexistem dentro de Sua composição fisiológica, assim como eles existem dentro dos nossos corpos microscópicos.
A relação entre Deus e nós mesmos é análoga ao nosso relacionamento com os organismos vivos que funcionam dentro dos nossos corpos. Para atuarmos e vivermos como seres humanos, nós temos milhões de células agindo dentro dos nossos corpos, cada qual representando um papel distinto.
Não há forma pela qual influenciarmos diretamente o caminho destas células a executarem suas funções individuais, exceto por meio de nossa conduta geral. Por exemplo, quando alguém bate uma de suas mãos na mesa para marcar um ponto, esse alguém causou dano a centenas ou milhares de células vivas dentro de algum corpo e há células que talvez tenham estado suplicando dentro de algum corpo por algum tipo de libertação.
Do mesmo jeito, qual emoção pode proporcionar para Deus matar centenas ou milhares de suas criaturas, componentes da espécie humana, plantas e animais em um terremoto?
Fazê-lo não lhe dá prazer nem quando o mundo destrói a si mesmo nas guerras. Guerras são conflitos intrafratricidas dentro do corpo de Deus, visto que os conflitos fazem parte do processo da vida.
Nós não temos como antever os pedidos e aspirações dos organismos vivos dentro do nosso corpo, exceto que suas condições refletem em nosso próprio visual e saúde. Se eles estão saudáveis e sadios, fazem bem o seu trabalho e também se sentem saudáveis. Ao mesmo tempo, Deus está feliz quando as minúsculas células dentro de seu corpo, plantas, animais, água, fogo, sol e lua, homens e mulheres estão todos executando suas funções satisfatoríamente e com alegria.
Ọrúnmìlá por outro lado revela que Deus uma vez teve existência física e que era freqüentemente possível para auxiliares próximos, às divindades e seres vivos interagirem com ele, como nós abertamente interagimos com nossos pais. Como o sistema planetário expandiu em tamanho e população, a tarefa de dar ouvidos a todo mundo veio a ser embaraçosa, ao ponto que Ele decidiu evaporar no ar fino. Contudo antes de fazê-lo deste modo, ele designou as 200 divindades para assumirem a responsabilidade de julgar e intervir nos assuntos do céu e da terra.
Não é portanto um acidente da historía que cada uma das variadas divindades tem seus próprios seguidores e adeptos. Os adoradores de Ògún, Ọşun, Olokún, Oríşá N’La, Şàngó, Cristo, Buda, Bruxaria, Judaísmo, Ọrúnmìlá, Asuppuru, etc, mas não têm justificativa para reivindicar superiOrídade em sues meios de adoração acima dos outros, porque de acordo com a revelação de rúnmìlá, cada um destes ramos vai paraỌ diferentes partes do mundo para auxiliar as forças do bem a predominarem sobre as forças do mal. O denominador comum entre todos eles é que aconselham seus seguidores a não fazerem mal algum e não destruir seus companheiros, porque e contra as leis naturais. Eles (as divindades também) todos estão sujeitos as leis naturais, que seus seguidores então façam aos outros o que também desejam para si mesmos.
Aqueles que contrariam esta regra de ouro, levam a sua gratificação apropriada aqui mesmo na terra.
Tendo em vista o que já nos foi mencionado, é claro que a relação entre Deus e os homens é comparada ao Pai que envia suas crianças para fora de casa para seguirem diferentes vocações para o progresso de toda a família.
O pai envia a cada uma de suas crianças o discernimento para determinarem como melhor cumprirem suas tarefas. Ele está interessado apenas no resultado final dos esforços de suas crianças.
Deus nos criou com mãos, pés, inteligência e discernimento para possibilitar nos virarmos por nós mesmos dentro das amplas regras do conjunto de ética chamado de Leis Naturais.
Deus não veda a ninguém fazer o bem ou o mal, porque está decretado nas leis naturais que assim como a noite segue o dia, qualquer um que faz o bem terá boa chegada em seu caminho e aquele que faz o mal sem dúvida colherá os frutos do mal.
Ọrúnmìlá revela que Deus apenas ri em duas circunstâncias, uma quando uma pessoa perversa que tramou o mal contra o seu próximo, vai de joelhos implorar a Deus por um favor, Deus ri imensamente. Por outro lado, quando pessoas estão tramando contra uma pessoa com um coração limpo, e eles rezam a Deus para abençoar seus planos maléficos, Deus se ri deles.
“Se você planta milho, você simplesmente pode esperar colher milho. ninguém pode justificavelmente esperar que a serpente dê a luz a uma ave. isto é contra as leis divinas do universo.”
Este é o motivo pelo que as divindades só podem dar ouvidos para a voz dos justos.
Aqueles que recorrem ao uso de remédios diabólicos para obter sucesso em suas intenções maléficas, não angariaram o suporte das divindades. Nem Deus e nem algum de seus servos cooperará com alguém que reza por ajuda para destruir ou prejudicar seus amigos, companheiros ou vizinhos.
Envolver-se em má conduta uns contra os outros companheiros na esperança que após isto implorando dia e noite pode salvar alguém dos longos braços da justiça divina, é com certeza colocar a eficácia da oração em dúvida.
Qualquer pessoa só pode desejar ter sucesso se também encorajar o sucesso alheio. Ninguém pode obstruir constantemente a ação da justiça e esperar altos poderes para fazer justiça à causa de alguém. Esta é a Lei Divina (do justo retorno).
Muitos mensageiros do céu têm através das eras tentado ensinar o mundo como servir a Deus. Todos eles têm enfatizado, sem exceção, que o único caminho verdadeiro servo de Deus é fazendo o bem para nossos amigos, companheiros, vizinhos e até mesmo inimigos.
Que favor pode esperar o homem de Deus, quando ele se recusa a usar seu carro para levar a esposa do seu vizinho ao hospital quando ela entra em trabalho de parto? O homem que nega seu carro, passará a uma vítima moríbunda de um acidente sem nenhum auxílio para levá-lo ao hospital, mesmo buscando a ajuda de Deus dezesseis vezes por dia, não virá a ele, por que ele não propagou isto anteriormente. Se ele houvesse prestado auxílio a um necessitado em seu momento mais crítico, Deus também poderia vir ajudá-lo através de alguma fonte quando ele estivesse em dificuldades. Podem as orações trazer libertação ao homem que recusou ajudar um colega de trabalho com N2,00 para alimentar sua família, quando de fato ele tinha acima de N300,00 em seu armário de cozinha naquele momento tão crítico? Não devemos orar pelo que não temos ganhado (pedir indiscriminadamente). Nós apenas podemos angariar a benevolência das divindades, se não hesitarmos em auxiliar aqueles que necessitaram de nós em momentos anteriores.
Aqui se encontra a similaridade entre a oração e o sacrifício. Para que a oração se manifeste deve estar claro que o ofertante tenha sacrificado previamente seu esforço, hora ou dinheiro a ajudar ao necessitado. Isto se aproxima estreitamente ao sacrifício físico feito freqüentemente às divindades quando desejamos angariar sua ajuda.
Este é o motivo pelo qual rúnmìlá recomenda a seus seguidores nunca recusar ajuda aỌ amigos, vizinhos ou companheiros necessitados. Veremos como as forças das trevas punem o homem que ocultou o cervo, o qual matou no mato, parecer com um cadáver humano, simplesmente porque ele não queria que nenhum dos membros de sua comunidade partilhasse dele. Ele perdeu duas de suas crianças antes de ser capaz de relacionar casualmente a sua traição com a morte de suas crianças.
De fato Ọrúnmìlá avisa a seus seguidores para ter sempre comida em casa, de acordo com a possibilidade, com o intuito de que visitantes famintos encontrem o que comer. Ele assegura que qualquer um que se porte desta forma, nunca será rejeitado de forma que só irá consolidar sua hospitalidade. Portando nos mantendo no bom caminho, e nos Oríentando para fazê-lo, conseguiremos permanecer felizes como alguém que só é verdadeiramente feliz fazendo os outros felizes. Há muitas pessoas ingratas no mundo, mas a vítima da ingratidão sempre vive muito mais que o ingrato.
A estória de como Deus enviou Nene ir buscar caracóis (igbin) para sacrifício. Sem fazer questionamento algum ela partiu para sua tarefa. Deus a chamou de volta para lhe entregar quatro presentes para a jornada, uma noz de cola (obi), uma pimenta (ataare), um pedaço de giz ( fun), e uma peça de pano branco. Ela sabia que naquela época osẹ caracóis não estavam disponíveis no céu, mas ela estava determinada a vasculhar toda a extensão e largura do céu e da terra para trazer os caracóis.
Depois de vagar no mato por algum tempo, Eşu a divindade do mal, se transfigurou em quatro tipos diferentes para colocá-la a prova. Primeiro uma velha senhora apareceu para ela e implorava por giz para fazer alguma coisa por sua filha que estava em trabalho de
parto. Nene a favoreceu com o pedaço de giz que Deus tinha lhe dado. A seguir um velho senhor apareceu para ela implorando por um pedaço de pano branco para levar remédio para seu filho mais velho que estava sofrendo de convulsões. Num gesto de genuíno interesse e simpatia, ela cedeu a única peça de pano que Deus lhe havia dado. Não muito longe dali, uma mulher surgiu com uma criança chorando em suas costas. A criança estava com fome. Assim que Nene ouviu o choro da criança, correu até a mãe para saber o que estava acontecendo. A mãe explicou que tinha estado na floresta o dia todo sem nenhuma comida para dar ao seu filho. Obi era principal alimento no céu. Nene então, deu o único obi que tinha para a mulher, que ficou muito feliz.
Finalmente um caçador se juntou a ela para pedir por uma pimenta, a qual ela igualmente de boa vontade repartiu. Com o que, ela tinha beneficiado com o os quatro presentes recebidos de Deus. Assim que ela deu a pimenta ao caçador, ele se afastou um pouco e retornou para encontrá-la. Ele lhe perguntou o que fazia na floresta. Quando ela explicou que fora enviada por Deus na busca de caracóis. O caçador disse-lhe para esperar. Ele abriu a pimenta e lançou as sementes no mato. Então ele disse a ela para entrar no mato na direção em que ele havia lançado as sementes da pimenta. Ela foi ao mato e viu um número incontável de caracóis.
A de se notar que foi a única alternativa de Nene, dispor dos presentes para obter o que estava procurando. Se ela tivesse se acomodado em casa ou se ajoelhado na floresta para rezar para os caracóis virem até ela, teria falhado em sua missão. Pode se notar também que Deus não disse a ela o que deveria fazer com os presentes que lhe deu.
Ela estava livre para usar seu próprio discernimento.
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Oluwo Ifagboun Ajisafe
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