O extremismo e o fim da fé -Parte 01

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Estejam todos abençoados!

Muito tem se falado referente a perca de fé no mundo inteiro, assim como as “guerras santas e terrorismo” acontecendo aos quatro cantos do mundo… porém você tem se dado conta realmente porque isso tem ocorrido? será que Deus nos abandonou? será que os tempos modernos não tem mais lugar para as religiões? será que o homem precisa de Deus perante sua brilhante capacidade intelectual e ascensão do ceticismo?

Enfim, essas e muitas questões serão abordadas nesse tópico que dividiremos em partes para uma leitura mais reflexiva e leve perante essa questão de extrema importância.

O homem moderno, ou o Homo-Sapiens dentro de um processo evolutivo se auto-intitula o ser mais sábio da face da Terra e o único primogênito a imagem de Deus.

Ouvimos histórias, lendas, mitos, por exemplo de Adão e Eva como os primeiros humanos criados por Deus com os mesmos aspectos físicos e até emocionais como os dias atuais. Porém dentro de um processo evolutivo isso é uma invenção recente.

Vamos ver isso mais perto:

O que chamamos de matéria, energia, espaço e tempo, surgiram a mais 13,5 Bilhões de anos, há cerca de 3,8 Bilhões de anos em um planeta chamado Terra começou a se formar os organismos e a apenas 70 mil anos os organismos pertencentes à espécie Homo Sapiens começou a formar culturas. Animais semelhantes ao humano atual surgiram por volta de 2,5 milhões de anos atrás. Costumamos a pensar que somente nossa espécie humana existia, porém isso foi a apenas 10 mil anos. Os humanos surgiram na África Oriental a cerca de 2,5 milhões de anos atrás, existindo espécies como o Homo rudolfensis (na África Oriental), o Homo erectus (Ásia Oriental), o Homo  neanderthalensis (Europa e Ásia Ocidental), todos são humanos.

Como vimos, tantas espécie humanas e somente os Homo sapiens são os primogênitos de Deus?

Só nos últimos 100 mil anos, com a ascensão do Homo Sapiens esse passou para o topo da cadeia alimentar e destruiu as outras espécies humanas. Entre 70 a 30 mil anos atrás a Revolução Cognitiva foi o surgimento do que conhecemos hoje como o pensamento e a forma de se comunicar.

A forma de se comunicar é uma herança dos primatas, que possui um grupo de no máximo 25 a 50 elementos. O líder ou macho alfa, faz uma política de toque e contato com todos os membros, porém quando o grupo passa desse número gera-se uma desordem, novos subgrupos começam a se formar e a confusão é instaurada.

O Homo Sapiens, através da cognição (seu poder de criar, imaginar, pensar, inventar), usa uma rede de fofoca para identificar seus membros de seu grupo. Por mais contatos que você tenha hoje em dia, você com certeza não tem um contato intimo com mais de 25 ou 50 membros, que você realmente conhece e convive.

É através de uma rede de fofoca, de informações como um telefone sem fio, que aumenta ou distorce certas informações de um individuo que fazemos o juízo e conceito do mesmo.

Até hoje nos dias atuais, a população se preocupa por exemplo com a forma mais obesa ou não de uma Presidente do que saber sua plataforma política e real capacidade administrativa, ou seja, são criados esteriótipos que identificam um elemento.

Assim como Reis ou Guerreiros viraram mitos ou Deuses em diversas culturas por efetuarem atos diferenciados dando o inicio a religiões diversas.

O ato católico do pão e vinho representarem a carne e sangue de Cristo, através do uso da cognição, é uma forma de fixar a ideia através de um ato representativo em qualquer parte do mundo, da mesma forma criou-se empresa ilimitadas e corporações, que não existem fisicamente, porém com o ato representativo do carimbo, assinatura e papel, o mesmo dá veracidade a esta criação imaginária.

A ficção não só nos permitiu imaginar coisas, mas também nos permitiu fazer isso coletivamente. E nesse ponto que nos sobressairmos dos primatas, quando seu grupo atinge um número acima daquele limite que gera a desordem. É uma forma de fazer por exemplo um cristão que se identifica com a fé de um grupo distinto que o faz lutar juntos em uma guerra nas Cruzadas. É a fé no Islã que criam grupos que lutam ou criam atentados em nome de Alláh.

O dinheiro, a bolsa de valores, religião, são criações fictícias de criações próprias e de experiências ou sensações de um grupo.

Nos tempos atuais o capitalismo e o modo de sobrevivência do Homo Sapiens inverte os valores de consumo exacerbado como se estivéssemos na Savana  e teríamos que consumir tudo possível que encontrássemos, para que outros animais na cadeia (leões, tigres, etc) não chegassem antes.

Na Austrália no processo de colonização encontrou-se mais de 700 tipos de aborígenes com crenças e deuses diferentes, ou seja, em um espaço próximo diversas culturas e crenças foram criadas através da cognição.

As religiões atuais, são muito novas assim como o cristianismo a um pouco mais de 2 mil anos, ou seja, mais precisamente a 63 anos a.C.

Desta forma, cada vez mais religiões surgem com a auto-intitulação de “verdade atual”, “luz”, “novo caminho”, etc. Buscam sempre apagar da história outras religiões e crenças mais antigas, ou baseadas em sua cultura territorial. Com isso surge atualmente os “extremistas”, e quando dizemos extremistas não nos referimos apenas aos grupos religiosos que pregam o terrorismo e destruição em massa de outras culturas que julgam serem opostas à sua fé; mas dizemos que também temos extremistas dentro de uma globalização religiosa.

Dentro do Brasil com a crescente vinda de imigrantes africanos e o culto tradicional aborígene africano, ou isese lagba, começa a despontar como uma vertente dentro dos cultos afro brasileiros o ifaismo ou ifismo.

Com isso também  começam a surgir “extremistas” de cultos como o Candomblé, Umbanda, que criticam os novos ritos, assim como muitos começam a mesclar outros elementos em suas crenças; e com a globalização religiosa, também surgem extremistas africanos que criticam o Ifá “brasileiro ou cubano” e se intitulam de “tradicionais”, ou seja, criticam os próprios africanos que trouxeram o culto para outros continentes e muitos “vendem” o conhecimento ou o passam de forma incompleta criando-se um vínculo comercial do mesmo.

Assim como existem hoje grupos no Facebook que alguns tem mais de 70 mil membros, todos intitulados “doutores do saber religioso”, muitas vezes roubam fotos, filmagens de outros cultos e o colocam nesses grupos para criticar, atacar, ridicularizar. Esse extremismo religioso, ao qual ninguém é detentor de uma verdade e sim de histórias e mitos passados como um telefone sem fio de um para outro, esses grupos e extremistas em todo o mundo fazem cada vez mais pessoas perderem sua fé e referência.

Assim como africanos devem incentivar o crescimento de Ifá em outros continentes e levar a palavra do amor, caráter e crescimento interno, e não visualizar apenas um comércio religioso. Assim como todos de crenças diferentes devem respeitar a crença alheia.

A humanidade sem a fé entra em um processo cada vez mais destrutivo e desumano.

Ter fé é sinônimo de limites, de compaixão, fraternidade, ajuda mutua, ou seja, tudo que precisamos em uma globalização. Não precisamos de muralhas emocionais e guerras por conta de fé ou elementos religiosos.

Deus tem uma linguagem universal que se chama AMOR! Independente de sua crença, o amor é a chave da cura de todo mal humano.

Não é normal pessoas queimarem outras em praças públicas somente por fé! Não é normal existirem milhões de escravo em tempos ditos modernos! Não é normal cortar cabeças humanas em nome de um Deus!

O extremismo acaba com a fé e cria marionetes em mãos de insanos que desfilam suas vaidades ao lado do poder e riquezas.

Depende de todos nós retomarmos a fé em Deus, em doarmos Amor ao próximo e não pensar apenas no fator financeiro.

Reflita sobre seu papel nesse contexto, ore e peça a Deus uma mudança positiva para a destruição da humanidade atual.

Que Olodunmare abençoe a todos.

Não perca! Ouça, comente, compartilhe…

cropped-cropped-oluwo.jpgSe você esta aqui é porque Ifá lhe encontrou, agora você deve encontrar Ifá! 

Oluwo Ifagboun Ajisafe 

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Olùwò Ifagboun Ajisafe

Mestre de Ifá consagrado em Lagos, Ṣàngó Walé, Alapini Ojeleke e Oluwo Ogboni.

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