Nosso “eu coletivo”, engoliu o “eu pessoal”.
Aboru aboye,
O homem como ser racional, que se diferencia dos demais devido à comunicação e o ato de transmitir conhecimentos trazendo a evolução; dentro de um processo de globalização se perdeu…
Através da percepção, das impressões que recebemos de nossos sentidos externos e internos, formamos um pensamento e deste pensamento os conceitos.
Em uma “aldeia global” perdemos nossa psique, que é definida como a mentalidade do individuo, sua alma!
O inconsciente se expressa por meio de símbolos, dos quais nosso mundo interior está repleto, e que se manifestam sob a forma de imagens, tendo a função de integrar conteúdos conscientes, vividos, com conteúdos inconscientes, sendo uma manifestação do Arquétipo imaginativo do ser humano, e permite a evolução do homem no plano da consciência.
A mente através de seu mediador, o cérebro, herda as características que determinam de que forma uma pessoa reagirá as experiência de vida, configurando-a previamente pela evolução.
O homem está ligado ao seu passado pessoal, ao passado de sua espécie e à longa cadeia da evolução orgânica.
O inconsciente coletivo é o depósito das “imagens primordiais’, que nos remetem ao mais primitivo desenvolvimento da psique”.
Em um mundo predominantemente capitalista, perdeu-se a força bélica e se ganhou a força do estereótipo; ou seja, o individuo passou a ter poder pelo que tem financeiramente ou algo material que seja consumido por esta massa.
Dentro desse processo, somos atingidos com mensagens consumistas através da mídia, dos meios sociais e até de instituições de ensinos regidas por este sistema.
O retorno deste processo todo é uma sociedade destrutiva, consumista, concorrente. Perde-se o verdadeiro sentido do ser humano, e cria-se um processo de desumanização.
O homem perde os sentimentos, fica frio, insignificante.
Dentro dos noticiários se observa as ideias etnocêntricas destruindo, matando o próximo, perdendo o valor humanitário.
O homem precisa se humanizar, aprender a respeitar as diferenças e diversidades de culturas, gostos e pensamentos.
As religiões perderam seu papel de “religare”, do latim, se ligar a Deus…
E tornaram se em canais receptores de dinheiro.
O ifaismo, como conceito de modo de viver e não religião traz o reencontro com o próprio individuo; e por consequente Deus, que habita em todos nós através de Ipori (alma, centelha divina) que nos é transmitida por Olodunmaré no ato da criação divina.
Apenas com Iwá Pele (bom caráter), retornaremos ao processo de humanização e reencontro pessoal individual.
Que o homem deixe de ser um rebanho consumista e passe a ser como as estrelas, que cada qual tem seu brilho e no coletivo formam uma beleza infinita.
Faça você sua parte….
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Se você esta aqui é porque Ifá lhe encontrou, agora você deve encontrar Ifá!
Oluwo Ifagboun Ajisafe
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