AS ORÍGENS DOS PROBLEMAS VIVENCIADOS PELOS SERES HUMANOS NA TERRA

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Se o guardião percebe que o número de inimigos que está determinado a destruir seu filho ou filha, ou frustrar sua fortuna (sorte na vida) são muitos, ele aborda uma ou outra divindade para seguir seu filho (a) ao mundo para protegê-lo (a) contra as maquinações de tais inimigos.
Chegando a terra, se uma pessoa é afortunada de encontrar por acaso o condutor divino suficientemente cedo na vida, ele é capaz de levar uma vida confortável. Por outro lado à pessoa perde seu caminho e opta por uma religião que lhe trará os braços compridos do seu Orientador divino, ele ou ela torna-se vítima de todas as dificuldades criadas pelos inimigos declarados (?).
Este é o porquê de nossos antepassados conceberam a prática da cerimônia da nomeação como um meio de desvendando as perspectivas e problemas que esperam pelo recém nascido, a fim de iniciar cedo a remover os obstáculos de seu caminho.
Aqueles que têm vivido uma vida razoavelmente inofensiva no céu, talvez venham ao mundo sem muitos problemas. Há pessoas que são vistas ter sucesso sem muitas dificuldades na vida. Tais exemplos são contudo raros em nosso meio.
Normalmente nos tornamos adultos no mundo para descobrir a nós mesmos tendo dificuldades com nossos pais, irmãos, irmãs, colegas, contemporâneos, associados, maridos, etc…,etc., sem conhecer exatamente o por que .
Pessoas tomam antipatia por outras a primeira vista sem uma causa aparentemente visível. Ao mesmo tempo justamente quando todas as esperanças parecem ter acabado, alguém aparece do azul para oferecer socorro. Aqueles que entendem os segredos da vida não são freqüentemente surpreendidos por esses acontecimentos, por que o plano foi feito com antecedência no céu.

Ninguém vem ao mundo com mau destino. Ao contrário da ideia tida comumente que Deus ordena, seja qual for o destino que nos aconteça na terra, o Pai unicamente confirma tudo que nós desejamos para nós mesmos quando comparecemos no altar divino para fazermos nossos pedidos pela permanência na terra.
É irreal imaginar que o todo misericordioso e amado Deus discriminará ordenando a alguns a se tornarem bem sucedidos e outros a se tornarem falidos e frustrados na terra.
Todos vindo para a terra pedem por sucesso e prosperidade. Uma ilustração prática explicará este fenômeno.
Como já demonstrado no capítulo do destino, nossa vida na terra é continuação de nossa vida no céu. Como nós tivemos muitos inimigos e amigos no céu, assim nós os temos na terra. Portanto quando uma pessoa vai ante o altar divino para fazer seus pedidos para sua jornada a terra, ele roga por todas as coisas boas da vida. Quando ele completa suas preces, Deus o marca com seu cetro de autoridade e diz: “Que se faça para você.”
Quase imediatamente um maledicente vem à frente do altar de Deus no céu para dizer que logo que a primeira pessoa inicie a subir a escada do sucesso ele (a) o arrastarão para baixo. Novamente Deus avaliza com seu cetro os pedidos do inimigo do primeiro orador.
Logo o amigo da primeira pessoa vem pedir que todas as vezes que o inimigo sair para atingir o primeiro pedinte, ele (a) o defenderão. Deus também confirmará os pedidos da terceira pessoa.
A corrente de pedidos continua desta maneira, sem que ninguém saiba se as pessoas anteriores são a favor ou contra ele (a). Eles todos vão para o mundo, e podem nascer como crianças dos mesmos ou de pais diferentes. Como eles se tornam adultos, podem se ver como irmãos, irmãs, amigos, colegas de escola, colegas de trabalho, membros de um mesmo clube, namorados, maridos, esposas ou então entre esposas do mesmo marido.

Efosa estava tendo muitos problemas no céu, e ele concluiu após sua viajem retornando da terra que era um lugar interessante para viver. Ele decidiu por fim aos seus problemas no céu, viajando para a terra.
Ele foi antes ao Divino Palácio e fez vários pedidos por prosperidade e longevidade na terra. O Pai Todo Poderoso abençoou seus pedidos e ele estava convencido de que aquilo era tudo que ele precisava.
Logo que Odioma ficou sabendo que Efosa estava partindo para o mundo, ele também jurou segui-lo para acertar suas contas com ele. Foi antes ao Altar Divino para pedir por sucesso na sua empreitada de fazer Efosa quitar seu débito de 30k na terra. Madame Akuarosa que afiançou Efosa em sua dívida com Odioma, também veio ao Divino Altar para pedir que ela também viria ao mundo para auxiliar Efosa a cumprir sua tarefa de quitar o débito. Os pedidos dela também receberam as bênçãos divinas.
O guardião celeste de Efosa, sendo um anjo que opera no espírito, sabia o que Odioma e Akuarosa tinham reservado para seu tutelado na terra, o guardião de Efosa avisou-o para não deixar o céu sem pagar seu débito. Ele respondeu que se ele tivesse dinheiro suficiente, não estaria indo para a terra. Sem fazer sacrifício de espécie alguma, Efosa partiu para a terra.
No entanto seu guardião foi a Ògún e apelou a ele para conduzir Efosa no mundo. Ògún aceitou.
Efosa nasceu posteriormente na terra numa família polígamo. Ele era o quarto filho da esposa mais velha da família (primeira esposa). A irmã do pai de Efosa também dera a luz a Odioma, enquanto a colega da mãe de Efosa deu a luz a Akuarosa. Assim as crianças cresceram, viviam na mesma localidade, mas eles estavam sempre discutindo entre eles.

Um dia, Efosa estava retornando dos campos de seu pai, quando viu uma armadilha colocada por Odioma, a qual tinha pego um rato. Ele o libertou e levou para casa como se tivesse sido pego em sua própria armadilha.
Chegando em casa ele convenceu sua irmã Akuarosa a vender o rato (EKUTEOFONLARINKA) para ele no mercado.

Ele foi vendido por 30K. Neste meio tempo Odioma foi aos campos e viu todos os indícios que sua armadilha tinha sido mexida. Em um exame detalhado ele descobriu todos os sinais de que sua armadilha tinha pego um rato, porque todos as farpas dos pelos do animal ainda estavam no chão. Ele não estava ciente de que Efosa tinha levado um rato para casa. Quando Odioma chegou em casa, contou sua apreensão a sua mãe, que sabia que Akuarosa tinha levado um rato ao mercado para vender no dia anterior. A mulher fez uma visita à casa de Efosa e questionou Akuarosa sobre a Orígem do animal que ela vendera no mercado. Ela respondeu que pertencia a Efosa. Chegando em casa a mulher contou a novidade a seu filho Odioma, que teve certeza de que fora Efosa o culpado da remoção do rato. No próximo confronto que houve entre os dois, Efosa não teve opção senão confessar que removera o animal, mas que tencionava entregar o dinheiro para Odioma. Este pediu seu dinheiro, mas Efosa disse que havia gasto. Aquele débito de 30K se arrastou, até que os mais velhos intervieram.
Logo Efosa adoeceu e morreu na seqüência. Akuarosa também ficou doente, justamente antes de ser dada em casamento e ela também morreu.
Foi a vez da mãe de Efosa apelar a todas as divindades para destruir quem quer que fosse o responsável pela morte do seu filho. Assim Odioma consequentemente adoeceu e também morreu.
A tripla tragédia provocou uma reunião dos mais velhos da localidade, que ordenaram que as mortes deveriam ser investigadas. Um sacerdote foi convocado e a consulta ao oráculo revelou que todos eles já tinham acertado a dívida que eles trouxeram do céu para a terra. Ele informou que a tragédia só poderia ter sido revertida se os seus pais ao invés de recorrerem aos mais velhos da noite, tivessem feito os sacrifícios necessários, os quais o trio tinha falhado em fazer antes da vinda no céu.

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Oluwo Ifagboun Ajisafe

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Olùwò Ifagboun Ajisafe

Mestre de Ifá consagrado em Lagos, Ṣàngó Walé, Alapini Ojeleke e Oluwo Ogboni.

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