ose-tura

A vontade é um alentado cego que leva aos ombros um aleijado que enxerga.

[A felicidade] Existe, sim; mas nós não a alcançamos.

Porque está sempre apenas onde a pomos

E nunca a pomos onde nós estamos.

O mundo externo só nos é cognoscível por meio de nossas sensações e ideias.

O mundo como vontade: “Sob o intelecto está a vontade consciente ou inconsciente, um persistente ímpeto vital, uma atividade espontânea, uma força de imperioso desejo. O intelecto pode às vezes parecer liderar a vontade, mas somente como um guia lidera o viajante;

‘a vontade é um alentado cego que leva aos ombros um aleijado que enxerga’

Sendo a vontade a essência do homem, o mundo torna-se sofrimento, porque vontade significa necessidade e o que é alcançado é sempre menos que o desejado. Para cada desejo satisfeito permanecem dez insatisfeitos. Nesta perspectiva, o desejo torna-se infinito e a realização dele é limitada. Esta última equivale a “esmolas dadas a um mendigo que lhe conservam a vida hoje para que sua miséria subsista amanhã”

Assim,  “cada indivíduo traz dentro de si uma contradição arrasadora; o desejo realizado desenvolve em si outro desejo – e assim indefinidamente”. Nesse contexto, a vida é dor e o prazer é apenas a cessação momentânea da dor.

Ifá nos mostra essa “vontade humana” em Oseturá.

A HISTÓRIA DE OSETURÁ

Ele também traz o título de “Ojisé-ebó”, que quer dizer, “o carregador de ebó, pois ele é aquele que tem a função de transportar o ebó do aiyé (terra) para o orun (além). Também é conhecido como Akín-Oso que quer dizer o grande mago, grande feiticeiro. Ele é aquele que faz e sabe fazer o ebó dar certo.

Oseturá é peça fundamental do oráculo de Ifá, que relata claramente o desenvolvimento da função de Èsù na história a seguir.

Olódùmarè colocou sobre a Terra quatrocentos Ìrúnmalé (são as entidades que não pisarão no solo terrestre) à direita, duzentos Òrìsà (Ébórá) à esquerda e ordenou que todo as questões deveriam ser consultadas à Òrúnmìlà através do sistema Ifá.

Olódùmarè enviou os “dezesseis Odù” ao mundo para que eles fertilizassem e estabelecessem a terra, colocando em prática os ensinamentos recebidos do Criador e transmitidos por Òrúnmìlà.

Com esses ensinamentos, os Odù tiveram a missão de instalar os pilares de fundação que sustentariam a terra. Isto feito poderiam existir neste mundo os Òrìsà e todos os seres humanos. Quando chegaram tiveram que estabelecer primeiramente a floresta (igbó), abrindo nela uma clareira que seria consagrada a “oro”, o igbó-oro, local de adoração na floresta. Oro é como se fosse poder.

Sem oro nada é feito. É um Ìrúnmalé que concentra potência. Oro é reza.

A segunda clareira seria para “Egun”, o Igbó-egun, também chamada de “Igbó-opá” ou“Igbó-Igbalé”, onde séria cultuado, e resolvido os assuntos relativos a egun toda parte de magia relacionada a ancestre.

A terceira clareira seria para “Odu-ifá”, o “Igbó-ifá” onde todos os “odu” iriam cultuar o oráculo Ifá.

A quarta clareira seria implantada para os “Òrìsà”, o “Igbo-Òrìsà”, local de adoração e oferenda aos Òrìsà.

Olódùmarè ensinou também aos Odù como resolver também os locais de assentamento e adoração, os “Ojubó” (lugares de adoração) e como deveriam ser feitas oferendas para que não houvesse mortes prematuras, nem esterilidade, infecundidade, perdas, vida paupérrima, doenças sem razão, enfim, nada de mal ou destrutivo se abatesse sobre os homens e sobre a terra.

Lembramos que Òrúnmìlà sempre foi o administrador principal entre Olódùmarè e os dezesseis Odù. O pequeno grande sábio, com sua inteligência e sabedoria, ajudava o Criador em todas as tarefas de formação da terra.

Depois de algum tempo, muitas situações se resolviam positivamente, por exemplo: se alguém estivesse doente, ele consultava a Orunmilá para saber se Egun poderia salvá-lo. Com a resposta afirmativa, o doente seria conduzido ao Igbó-oro ou igbó-igbalé e então, um ebó era feito ou uma oferenda para egungun.

Se houvesse uma mulher estéril, deveria consultar por Ifá a Orunmilá para que indicasse um ebó e uma infusão de folhas e raízes contendo um Ase da Ìyáàmi para que a mulher bebesse e se tornasse fértil. Se alguém estivesse levando uma vida miserável demais, Orunmilá informaria à respeito. Poderia ser que “oro” estivesse associado à sua própria entidade criadora. Orunmilá diria à pessoa que “oro” deveria ser adorado e o homem seria levado à “floresta de oro “.

Os Odù seguiram esta prática por muito tempo. Enquanto isso inúmeras oferendas e inúmeros ebó eram realizados sem que em nenhuma reunião ou encontro, fosse repartido ou compartilhado com o poder feminino, representado pela Ìyáàmi. Esse desrespeito, abandono e principalmente o fato dos Odù não darem a devida importância a Ìyá lhes trariam sérios problemas, como veremos nos fatos a seguir narrados.

A indignação da Ìyáàmi foi extremamente profunda e contundente. Ela lançou sobre tudo e todos o seu “ase” negativo, fazendo com que todos os objetivos e propósitos se tornassem absolutamente contrários. Por exemplo: quando os Odù indicavam ou levavam animais que servissem como oferendas, fossem carneiros, aves, sobre tudo o “ase” negativo era lançado e tudo se tornava inútil.

Se os pedidos encaminhados eram para alguém não morrer, o doente morria. Se o pedido solicitava a morte de alguém, este alguém sobreviveria. Se o pedido era para a mãe parir um filho, ela ficava totalmente estéril. A vingança do poder feminino estava instalada.

Tudo que ocorria ultrapassava a compreensão e capacidade de solução que os Odù possuíam. Eles já tinham aplicado todos os conhecimentos e não conseguiam reverter à situação. Resolveram então reunir-se no “igbó” e por meio do Opele e dos ikin consultar a Orunmilá.

Contudo as caídas dos ikin e do opele negaram-se a responder qualquer coisa sobre os problemas que estavam ocorrendo. Preocupados e intrigados, os Odù, mesmo assim, ainda receberam por Ifá a instrução que deveriam ir ao Òrun (céu) e conversar com Orunmilá. Chegando no Òrun os Odù encontraram Orunmilá e este tomou consciência da situação, pediu aos Odù que o deixassem sozinho e depois partiu vagando pelo céu para encontrar Olódùmarè.

Neste momento, Orunmilá já pressentia que algo de profundo estava por ocorrer, isto é, a necessidade de uma nova situação surgir, a décima-sétima figura. Esta figura deveria ser muito ágil, esperto e ter também sabedoria, presumia ele.

Seria preciso a função Èsù chegar à Terra. Depois de muito vagar, Orunmilá encontra Olódùmarè que estava ao lado do “Poder Èsù”. Presume-se que Orunmilá encontrou “Deus” (Olódùmarè) em sua face esquerda (Èsù). Imagina-se que Orunmilá viu o “lado que castiga” do Criador.

Olódùmarè disse que devido à desobediência dos Odù e também do mau comportamento, ele não poderia interferir e recomenda que os Odù voltassem à Terra e pedissem desculpas à Ìyáàmi.

Orunmilá voltou e falou para os Odù que eles deveriam tentar obter o perdão da Ìyáàmi. Deveriam reverenciá-la e convidá-la para participar dos encontros, ebó, oferendas e reuniões. Os Odù obedeceram mais não obtiveram êxito. A Ìyáàmi, inflexível, não aceitava pedido algum de desculpas, um a um os Odù tentavam de tudo para reverter à dura posição da representante do poder ancestre feminino.

Ela continua magoada e com o seu orgulho muito ferido apesar das referidas súplicas de desculpas dos Odù.

Após sete dias, os Odù já estavam cansados e quase desistindo quando surgiu uma possibilidade de reverter a difícil situação. Ela disse que se os Odù com seus “Ase” conseguissem fazê-la engravidar e parir um ser masculino, a situação estaria contornada. Todavia teriam que aceitar este ser em todas as reuniões, ebó e oferendas.

Ele funcionaria como um representante presente dela, Ìyáàmi, entre os Odù. Mas se o ser que ela parisse fosse feminino aí tudo estaria arrasado, pois ela jamais perdoaria os Odù, espalhando ainda mais pedaços de seu “Ase” negativo sobre tudo e sobre todos, pondo fim inclusive na própria terra. Em resumo, se os Odù conseguissem com suas magias e “ase” que ela tivesse um filho homem e que mantivesse a presença e a participação deste filho-homem em tudo o que fosse decidido e realizado, a situação estaria contornada. Concluía ela que se os Odù tivessem êxito, seria uma grande prova que Olódùmarè tinha dado de sabedoria e que também tinha ajudado os Odù.

Sem outra escolha os Odù aceitaram o desafio e pediram ajuda de Orunmilá. Além desta, solicitaram ajuda dos Òrìsà que também deveriam lançar os “Ase” propiciatórios para a criança ser homem. Um a um lançava sobre a cabeça da Ìyáàmi todos os “ase” diariamente e os outros diziam “too” (assim seja). Até o dia do parto o ritual foi repetido.

Chegou então o grande dia e a criança nasceu. Todos queriam saber o sexo mais a mãe não permitiu. Disse que só depois de nove dias o sexo seria revelado e a criança seria apresentada, pois enquanto o umbigo não caísse o nome não seria dado também.

Após os nove dias a Ìyáàmi mostrou o filho a todos e para a felicidade geral era menino, “era homem”. O filho varão foi colocado nas mãos de “Òrìsànlá” que assim que viu que era menino gritou “Muso!” (viva, viva).

Todos os Òrìsà e todos os Odù seguraram o menino, quando alguém entre eles questionou: qual nome receberá a criança?

Òrìsànlá falou que tinham sido os Òrìsà que conseguiram com seu ase que a criança fosse menino, então o pequeno deveria chamar-se “Ase-twa” (o poder ele nos trouxe). Houve contestação de todos os Odù pois estes chamavam a si a principal parcela de sucesso na tarefa de lançar os ase propiciatórios, que conseguiram fazer a criança ser menino. Resolveram levar o menino para que fosse consultado por Ifá. Assim ficaria definido qual ou quais Odù seria (am) responsável (eis) pelos destinos do pequenino.

Orunmilá revela então que o menino deveria chamar-se Osetura, pois tinham sido os Odù Ose e Oturá que tinham propiciado caminhos para que aquele ser vivesse na Terra. Após a sagração do menino ao grupo dos dezesseis Odù, este grupo passou a ter dezessete figuras. Se uma mulher estéril queria um filho, como por encanto um filho ela teria. Os pedidos passaram a ser atendidos. Enquanto isso a Ìyáàmi, satisfeita em parte, orgulhando-se do filho varão, resolveu chamá-lo de “akín-oso” (o poder mago, homem dotado de grande poder natural).

Os Odù também passaram a chamá-lo de “Akín Oso”. Em todas as reuniões, decisões, trabalhos, ebó e oferendas, os Odù tinham que levar o menino que agora fazia parte do grupo. Ele era a décima-sétima figura. Apesar de imposta ao grupo dos 16 Odù eles não o aceitavam completamente. Eram sim obrigados, pelo pacto feito, a conviver com Osetura. Mais uma vez, a autoconfiança e até uma certa rebeldia dos Odù, como na fase que ignoravam a Ìyáàmi, fez os Odù ter comportamento parecido com Oseturá.

A situação voltou a ficar incontrolável. Uma grande seca se abateu sobre a terra. Presume-se que os Odù, apesar de levarem Osetura para os trabalhos, “não o aceitavam”. Ele não tinha mostrado “para o que veio” . A seca tudo destruía. Os animais morriam, as folhas secavam, os rios desapareciam. Não chovia haviam três anos e até o orvalho desaparecera.

Os Odù apavorados consultaram Orunmilá e receberam a informação por Ifá que um grande Ebó deveria ser feito e oferecido a Olódùmaré, para que este tivesse misericórdia da Terra. Este ebó era constituído de vários animais, pássaros, frutas e comidas, ovos, 16 panos crus, folhas de Ifá e 16 quartinhas com “Epo”.

Quando a oferenda ficou pronta, o Odù Ogbè foi o primeiro a tentar levar o ebó do Àiyé para o Òrun. Não conseguiu. No dia seguinte, Odù Òyèkú tentou e não obteve êxito. Depois, Ìwòrì, Òdí, Ìrosù e assim até o décimo-sexto, Òfún, todos fracassaram.

As portas do òrun não se abriram para nenhum deles. Estavam “pesados” de tanta comida, bebidas, astralmente pesados, não rompiam da terra para o céu.

Decidiram então que a décima-sétima figura, Osetura, deveria tentar. Falaram com ele, mas ele, astutamente, a princípio recusou e disse que não estava bem naquele momento. Sozinho, akín-oso (Oseturá) foi ao igbó consultar Ifá para tentar saber de Orunmilá como proceder. Por Ifá obteve a informação que deveria fazer um ebó antes de levar a oferenda grande. Foi informado também que no caminho surgiria uma anciã e que esta deveria ser bem tratada.

Orunmilá disse também se Osetura obtivesse êxito, gozaria de prestígio e respeito para sempre entre os Odù e entre todos da Terra. Osetura preparou-se para fazer seu ebó e no caminho encontrou a referida anciã. Ela dirigiu-se a ele e disse: “akín-oso, aonde você vai? Ouvi rumores sobre as tentativas dos Odù de levar o grande ebó para Olódùmarè. Você tem alguma coisa para me dar?, disse ela. Oseturá deu-lhe alguns búzios. Agradecida ela falou que há três dias não tinha nada para comer.

Ela perguntou: “Você tomou “alimentos” hoje?”. Como a resposta foi positiva, ela disse então: “Não tente hoje. Faça jejum e tente amanhã”. Despediram-se e Osetura não percebeu que aquela anciã era a própria Ìyáàmi, disfarçada naquela velha maltrapilha.

Era, portanto, sua mãe. Somente mais tarde ele veio a entender o que aí se passou. Ao encontrar os Odù ele omitiu a tática que iria utilizar, somente dizendo que sua tentativa seria feita outro dia. Chegando ao local das oferendas, em completo jejum, o “ajubó ebó” ele encontra a presença de Èsù. Assim que ele começa a “arriar o grande ebó” é sugado com o presente e rompem do “Àiyé” para o “òrun” . As portas do céu já estavam abertas.

Ao encontrar Osetura que se estremecia todo, Olódùmarè disse: “Ah! Você viu quando choveu pela última vez na Terra? Pergunto-lhe se o mundo não foi destruído? O que ainda existe? Osetura não consegue nem falar. Olódùmarè percebendo o comportamento de Osetura, apanhou um “Ase” mágico, valioso no òrun e de fundamental importância na terra. Esse “ase” eram bastões energéticos, feixes de chuva.

A instrução era para que Oseturá voltasse para a Terra, de posse dos bastões. E assim foi feito. Quando ele chega e rompe na atmosfera terrestre, os bastões encantados são lançados, repletos de “ase” , que imediatamente se transformam em chuva, em uma ciranda da vida que culminaria com a salvação da Terra. Ouvia-se ao longe trovões e via-se os raios anunciando a chegada da chuva remetida por Olódùmarè e trazida por Oseturá, aquele que tinha sido o carregador, o transportador do “grande ebó”.

Assim que Oseturá chegou a Terra, viu em primeiro lugar uma plantação de quiabos, viu uma plantação de feijão, viu uma plantação de milho, inhame, abóbora, dendezeiros, todos florindo. Viu as folhas brotarem; o verde voltara. Além dos dezesseis Odù, todos saudavam e aclamavam Oseturá.

Os homens se curvavam perante ele. Até um cavalo ele ganhou, sinal de nobreza, pois somente os nobres possuíam cavalo. Oseturá foi “coberto” de presentes, todos queriam que ele fosse “portador” de suas oferendas, pois ele tinha obtido êxito de transportar o ebó para Olódùmarè, onde todos falharam.

Desde este dia ele ganhou também o título de “ojisé ebó”, o transportador de ebó.

Ficou também estabelecido por todos os Odù e Òrìsà que qualquer trabalho ou oferenda a ser feita, em primeiro lugar deverá ser comunicada a Èsù e algo lhe ofertado (Oseturá, Akín-oso), pois ele dividirá com seu pai Èsù Òdàrà o presente recebido.

Presume-se que este Èsù Òdàrà seja o lado esquerdo de Deus e Èsù é o representante de Èsù Òdàrà na Terra. Orunmilá determinou que qualquer trabalho relativo aos Odù e aos Òrìsà deverá antes ser feita uma oferenda para Oseturá. Desde então nenhum Odù ou Òrìsà aceitaria oferenda alguma sem que antes tivesse sido agradado, lembrado e respeitado o “transportador”, o “portador” do Ebó Oseturá. Consequentemente, Oseturá passou a dividir tudo que recebia com Èsù Òdàrà, seu pai, seu criador, ou seja, o lado esquerdo de Deus.

A forma de Èsù no òrun é Èsù Òdàrà, enquanto que aqui na terra Oseturá é o próprio Èsù, assim como Elégbára, Elegbira também são formas de Èsù na terra. Ele se converte em portador e carregador de oferendas para o Òrun, recebendo o título de “ojisé-ebó”. Também podemos chamá-lo de Esu-Elebó, o proprietário, o que controla e regula o ebó.

Èsù é inclusive conhecido como “Elérù”, senhor do “eru”, carrego ritual. Èsù é portanto filho da Ìyáàmi, representante do poder ancestre feminino e dos Ase dos 16 Odu-Agba, representando o poder masculino. A relação harmoniosa entre o poder feminino e masculino é restabelecida com o nascimento de Osetura, que é o resultado da fertilização e da descendência. Osetura restabelece a relação harmoniosa por duas vezes.

A primeira quando nasce varão, restabelecendo a harmonia entre a Ìyá-mi-ajé e os dezesseis Odu-agba, salvando a terra do caos e do aniquilamento. A seguir ele conseguiu que as portas do Orun lhe fossem abertas, outra vez salvando a terra da seca total, reatando e mantendo, mais uma vez, a relação dinâmica do òrun e Àiyé.

Após esta história é fácil entendermos que a dinâmica de todo sistema yorùbá é centrada em torno do ebó, da oferenda, o sacrifício em sua vasta gama de propósitos e modalidades, restituindo e redistribuindo “ase”. É o único meio para que a harmonia seja mantida nos dois planos ou seja, no òrun e no Àiyé. Èsù se compromete em devolver tudo que ele devora, multiplicando e redistribuindo tudo em diversas formas, às vezes com riquezas, crescimento e honras. É por meio da devolução que Èsù fornece a multiplicação e o crescimento. Tudo que existe de forma individual será redistribuído.

Toda pessoa viva é acompanhada, constituída por seu próprio Èsù individual, elemento que permitiu seu nascimento, desenvolvimento e o fator multiplicador, cumprindo, portanto, o fator dinâmico harmoniosamente.

Esu sob a forma “yangi” é símbolo do elemento procriado, é responsável e o único capaz de reparar o útero mítico fecundado, o Igbá-nlá” ou “igbá-iwa”, cabaça da existência. Porém é bom ficar bem claro que apesar de Esu ser produto, do masculino e do feminino, é ele masculino, tão somente esta é a sua forma. Lembramos que a própria Iya-mi exigiu que o produto de sua fertilidade fosse masculina, fosse homem, isto lá no início da criação da terra. Logo, não existe Èsù fêmea.

Não perca! Ouça, comente, compartilhe…

cropped-cropped-oluwo.jpgSe você esta aqui é porque Ifá lhe encontrou, agora você deve encontrar Ifá! 

Oluwo Ifagboun Ajisafe

ESTA PALAVRA NÃO É SÓ SUA

Alguém que você ama pode estar precisando ler isto hoje.

Ifá ensina que o conhecimento cresce quando é partilhado. Envie esta mensagem para quem precisa de luz no caminho.

Enviar pelo WhatsApp
Facebook
Telegram
Ficou alguma dúvida?

Sugira o próximo assunto que você gostaria de ler aqui.

ESCRITO POR
Olùwò Ifagboun Ajisafe

Mestre de Ifá consagrado em Lagos, Ṣàngó Walé, Alapini Ojeleke e Oluwo Ogboni.

SUA PALAVRA IMPORTA

O que você achou desta mensagem?

Conte o que sentiu ao ler ou deixe sua pergunta. Os comentários são lidos com carinho e aparecem aqui depois de aprovados.

Uma resposta

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

O SEGREDO VALE SABER

Como seres humanos, somos um. Podemos nos chamar seguidores de Isese, Ifa, Orisa, Ogboni, Egungun, Budismo, Hinduísmo, Cristianismo, Islã, Candomblé, Umbanda, Vodun,

Ler artigo ›